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Dinamarca Lidera o Rastreamento de Crimes Através da Bitcoin

Durante muito tempo, a Bitcoin ficou conhecida como a moeda da deep web, uma forma de pagamento online anónima que é usada para transações ilícitas. No entanto, esta ideia está completamente errada, pois a Bitcoin não é anônima, mas sim pseudônima, no sentido em que todas as transacções podem ser livremente verificadas na blockchain, mas não estão ligadas ao nome da pessoa. Neste caso, o pseudónimo é a carteira de Bitcoin.

Existem moedas desenhadas para proteger a privacidade do utilizador como é o caso da DASH, Zcash, e Monero. O Monero é até usado em alguns mercados negros da deep web, como o Alphabay. No entanto, a moeda de eleição para a deep web continua a ser a Bitcoin.

Esta característica da Bitcoin tem sido usada pela polícia Dinamarquesa para rastrear e capturar criminosos que usam a moeda virtual para operações ilegais.

Em Janeiro deste ano, tribunais na cidade Herning, Dinamarca, condenaram um individuo a oito anos de prisão, num caso relativo a narcóticos, em que a polícia fez uso da blockchain pública da Bitcoin para rastrear o réu. Este é o segundo caso na Dinamarca em que o rastreamento de transações Bitcoin tiveram um papel decisivo em tribunal.

De acordo com Kim Aarenstrup, líder do Centro de Cibercrime Nacional da Dinamarca, estes dois casos provam que a Dinamarca é a atual a líder no que toca ao combate do cibercrime. Kim disse (traduzido):

Somos basicamente os únicos no mundo neste momento, porque mais ninguém foi capaz de usar este tipo de rastreamento como prova antes. Toda a gente está a olhar para a Dinamarca neste campo, e nós estamos em diálogos com vários países neste momento, de modo a que possamos desenvolver ainda mais os métodos e ensiná-los como operamos.

Este é apenas um dos casos do combate ao crime com uso da Bitcoin. Várias empresas estão a trabalhar no âmbito de ajudar a luta contra as transacções ilícitas feitas com Bitcoin. Ontem, a Blockchain Intelligence Group, uma empresa Canadiana, anunciou o lançamento de QLUE, uma plataforma  que incorpora várias técnicas e algoritmos de busca avançados para detectar atividade suspeita na rede Bitcoin.

Shone Anstey, Presidente e Fundador da Blockchain Intelligence Group disse (traduzido):

Como uma empresa pro-Bitcoin, o nosso mandato é ajudar a eliminar abuso na rede Bitcoin.

No futuro, os utilizadores poderão ver-se forçados a procurar moedas alternativas, como as anteriormente referidas, para proteger a sua privacidade. Se quiser fazer uma transferência anónima, lembre-se: o Bitcoin não é 100% anónimo.


Fonte: https://thenextweb.com/eu/2017/02/21/danish-police-hunt-down-criminals-using-bitcoin/#.tnw_m17SPfXO